Ó Deus, dá-me um estilo de vida simples, sem vaidade, sem anéis de ouro nos dedos, sem trajes de luxo1, sem Mercedes, sem sofisticação, sem exibicionismo. Faze-me girar em torno do ser e não em torno do ter.
Não me deixes ficar nem rico nem pobre. Dá-me o suficiente para eu viver. Porque se eu tiver muito mais do que é necessário, corro o risco de me tornar auto-suficiente. E se eu ficar pobre, corro o risco de invejar os outros e ficar zangado contigo.
Se eu vier a ter mais do que preciso, livra-me de inventar e justificar despesas sem fim e ainda reclamar que ganho pouco. Se eu vier a ter mais do que preciso, concede-me a alegria de distribuir o excedente, com os meus entes queridos, com os pobres e com a evangelização do mundo.
Ensina-me a arte de viver contente em toda e qualquer situação, na abundância e também na escassez. Não me deixes relacionar alegria com dinheiro, com riqueza, com fartura, com presentes, com sucesso, com elogios, com fama e com prêmios. Faze - me lembrar vezes seguidas das palavras do próprio Senhor Jesus: “Mais bem aventurado é dar que receber”.
Livra-me da escravidão do dízimo, de achar que o dízimo é a medida única de minhas contribuições, algo que me dispense de qualquer outra liberdade e que me faça repousar tranqüilo diante do clamor das multidões sem Cristo e sem pão. Ajuda-me a gastar menos para dar mais.
Não me deixes dar com o intuito de receber. Livre-me desta irreverência, desta perversão, deste absurdo, desta negociata desta malversação. Ajuda-me a dar, não para ajuntar mais riquezas neste mundo, onde as traças e as ferrugem ainda destróem e onde os ladrões ainda arrombam e roubam, mas para expressar o meu amor por ti e pelo próximo e meu zelo pela expansão do teu reino. Santifica a minha oferta.
Dá-me a simplicidade de Jesus Cristo, que sendo rico, se fez pobre por amor de mim, que teve a coragem de nascer num estábulo , que não tinha onde reclinar a cabeça, que precisou de um jumento emprestado para entrar em Jerusalém, que recebia assistência da parte de algumas mulheres da Galiléia. Amém
Revista Ultimato
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